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SP: Sírio-Libanês assume oncologia do Santa Paula

Data de Publicação: 22 de fevereiro de 2012
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Referência em oncologia, o Hospital Sírio-Libanês está negociando parcerias para administrar a área médica de tratamento de câncer de outros hospitais. A primeira iniciativa nesse sentido foi fechada com o Hospital Santa Paula, cujo acionista majoritário é o empresário Edson Bueno, dono da Amil. Há ainda uma negociação avançada com outro hospital que pode ser concluída nesse primeiro semestre.

“Colocamos uma equipe médica nossa dentro do hospital, treinamos e supervisionamos todo o atendimento para os casos oncológicos”, explicou André Osmo, superintendente comercial, de Marketing e Comunicação do Hospital Sírio-Libanês. O médico responsável por essas parcerias é o oncologista Paulo Hoff, um dos médicos mais renomados da área.

“Com esse acordo, o público que não tem acesso ao Sírio-Libanês poderá ser atendido pelos médicos da equipe do Paulo Hoff no Santa Paula”, explicou Otávio Guebara, diretor clínico do Santa Paula, hospital voltado para o público das classes B e C e localizado na zona sul de São Paulo.

Atualmente, os médicos do Sírio estão trabalhando no próprio Santa Paula, mas o atendimento migrará para o Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula, que será inaugurado em meados do segundo semestre.

O empreendimento com seis andares recebeu investimento de R$ 20 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 10 milhões vieram de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 5 milhões do caixa próprio do Santa Paula e os outros R$ 5 milhões de um fabricante internacional de equipamentos médicos, cujo nome não foi revelado.

A expectativa é que o novo centro de oncologia, erguido em frente ao hospital, aumente entre 20% e 30% o faturamento bruto do Santa Paula, que é de R$ 189 milhões. “O centro terá capacidade para realizar cerca de 500 sessões de quimioterapia, 600 de radioterapia e 1,2 mil consultas por mês”, enumerou Guebara.

Atualmente, a capacidade do hospital Santa Paula é de 200 sessões de quimioterapia, mas esse volume não estava sendo atingido. “Havia uma ociosidade. Por isso, também procuramos um parceiro forte na área de oncologia”, explicou o diretor do Santa Paula. “Começamos o atendimento em 1º de fevereiro e já houve um aumento de cerca de 10% na demanda de pacientes”, acrescentou o diretor do Sírio-Libanês.

Osmo destacou que a expansão para administração da área de oncologia de outros hospitais será conservadora. “Acredito que podemos ter muitos parceiros, mas a expansão será aos poucos porque não é um trabalho fácil capacitar médicos e alocar nossa equipe para muitos hospitais ao mesmo tempo”, explicou.


Fonte: unidas.org.br

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