Saúde Corporativa e as Mídias Sociais

Data de Publicação: 31 de janeiro de 2012
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Atualmente há uma profusão de informações em saúde que chegam às pessoas através de inúmeros canais – televisão, jornais, revistas e o indefectível “Dr. Google”. No entanto, com freqüência, há informações sem embasamento científico, que trazem confusão ou que não propiciam a adoção de estilos de vida saudáveis ou não oferecem pistas seguras para que as pessoas melhorem seu nível de saúde. Neste contexto, muitos autores têm proposto o uso de mídias sociais como canal de comunicação em saúde.

No entanto, para o seu uso devemos considerar o público-alvo, particularmente no que se refere a nível de escolaridade, idade, gênero e facilidade de acesso e conexão com a internet. Segundo dados do segundo semestre de 2011 apresentados pelo IBOPE NIELSEN mostram que 77,8 milhões de brasileiros acessam a internet. Ou seja, a maior parte da população não faz uso habitual desta mídia.

O Center of Disease Control (CDC) dos Estados Unidos propôs 12 sugestões para os gestores que desejam utilizar as mídias sociais em seus programas:

faça escolhas estratégicas baseadas no perfil da audiência e seus objetivos de comunicação

“Vá onde as pessoas estão” de acordo estudos estatísticos e demográficos. Devemos lembrar que há grande diferenças no uso e acesso à internet nas diferentes regiões do Brasil e entre as classes sociais.

“Adote recursos de baixo-risco” como vídeos e “podcasts”

“Tenha certeza de que as mensagens tenham embasamento científico” garantindo consistência e acurácia das informações. É importante resistir à tentação de simplesmente reproduzir textos encontrados na internet.

“Crie conteúdos dissemináveis” – como vídeos on line que podem facilmente ser compartilhados. Este material deve ser “leve” e de boa qualidade.

“ Facilite a disseminação viral das informações” – através de sites como Facebook e YouTube.

“Estimule a participação” especialmente através da comunicação de duas vias

“Influencie as redes” – em mídias como Facebook ou Orkut onde muitos do seu público-alvo podem ter mais de 100 “amigos”

“Ofereça múltiplos formatos” para facilitar o acesso, reforçar as mensagens e propiciar alternativas para interação

“Considere os celulares” pois a grande maioria da população utiliza estes equipamentos. Pesquisa feita pela F/Nazca e Datafolha no segundo semestre de 2011 constatou que 29,5 milhões de brasileiros com mais de 12 anos costumam se conectar á internet por meio de dispositivos móveis.

“tenha metas realistas” pois, isoladamente, as midias sociais tem efeito limitado na mudança de comportamento

. “Aprenda das métricas e avalie os esforços” pois isso é uma vantagem da comunicação digital.

Os profissionais de saúde corporativa precisam, gradualmente, ter mais contato e aprender a usar as mídias sociais e saber como gerenciá-las. Naturalmente será um processo gradual e não se devem ter expectativas exageradas. De acordo com uma pesquisa da consultoria Forrester Research sobre o uso de mídias sociais divulgada na edição de 23 de janeiro de 2012 na Folha de São Paulo, só um terço dos americanos e europeus atualiza seus perfis em redes sociais, Twitter inclusive, toda semana. A maioria das pessoas são “espectadores”. Neste contexto, seria importante priorizar conteúdos que as pessoas possam simplesmente ver ou ler e não esperar muita interação. Aliás, este é o comportamento que frequentemente observamos também em redes como o Linkedin onde as pessoas fazem conexões, mas raramente interagem ou realizam posts com informações ou comentários.


Fonte: (Alberto Ogata - Saúde Business Web)

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