Contratos coletivos entre médicos e operadoras

Data de Publicação: 16 de janeiro de 2012
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A luta por contratos coletivos entre médicos e operadoras de saúde será uma das principais bandeiras do movimento médico da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (CONSU). Em sua primeira reunião do ano, realizada nesta quinta-feira (12), em Brasília, a Comissão debateu que pontos irá reivindicar e defender junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na busca de uma relação contratual mais justa e equilibrada entre profissionais e operadoras de planos de saúde.

“Não existe hoje um contrato regular entre médicos e operadoras de planos de saúde e isso é um absurdo. Com o reconhecimento do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de que o contrato coletivo é uma ferramenta válida também para as relações entre médicos e operadoras, nós vamos discutir, junto à ANS e com a participação das operadoras e das entidades médicas, a elaboração desse contrato. Isso dará mais segurança aos médicos e melhores condições de atendimento aos usuários”, destaca o secretário de comunicação da FENAM, Waldir Cardoso.

Uma reunião com representantes da ANS para apresentar os pontos reivindicados para a negociação coletiva será solicitada nas próximas semanas. Na pauta do encontro, estarão os critérios de credenciamento e descredenciamento, reajustes e periodicidade nos honorários médicos e de glosa.

Perspectivas para 2012

Durante a reunião, também foi feito um balanço do movimento ao longo de 2011 e traçadas as perspectivas para 2012. ‘“Pretende-se, para o inicio de março, a realização da reunião ampliada da Consu, na qual pretendemos enumerar os diversos pontos de luta do movimento em 2012′”, explicou o secretário geral da FENAM, Mario Antonio Ferrari.

Junto com os representantes do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira, que compõem a Comissão, o secretário de Saúde Suplementar da FENAM, Márcio Bichara, considerou o ano que se passou vitorioso, tendo em vista a realização e a adesão dos médicos brasileiros a dois movimentos inéditos na área da saúde suplementar, o que foi realizado em 7 de abril, que definiu a paralisação nacional dos médicos no atendimento aos usuários de planos de saúde, e o movimento de 21 de setembro, que penalizou, também com um dia de paralisação,as operadoras que não aceitaram negociar com os profissionais.

“Conseguimos unificar o movimento médico. Hoje estamos afinados com as respectivas comissões estaduais e temos condição de fazer um calendário para as ações do movimento. Então, em 2012 teremos muito trabalho pela frente, mas estamos muito mais organizados em termos de estrutura e de comunicação. O ano será muito profícuo para o movimento médico”, aposta o dirigente.


Fonte: Saúde Business Web

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