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Cálculo de reajuste dos planos mantido em 2012

Data de Publicação: 19 de dezembro de 2011
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Em outubro de 2010, diz a ANS, formou-se um grupo de técnicos encarregado de realizar estudos

Para implementar novo modelo de cálculo, pesquisadores da ANS devem aprofundar estudo por dois anos

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que a metodologia de cálculo do reajuste dos planos de saúde individuais não deve mudar no próximo ano.

O órgão regulador do setor promoveu, na semana passada, o encerramento da Câmara Técnica que discute o Novo Modelo de Reajuste.

Em outubro do ano passado, diz a ANS, formou-se um grupo técnico que ficou encarregado de realizar estudos para aperfeiçoar a metodologia do cálculo de reajuste dos planos de saúde individuais novos, responsáveis por cobrir cerca de 9,5 milhões de beneficiários no País, o que equivale a 21% do total de consumidores brasileiros de planos de saúde no País.

Propostas discutidas

Entre as propostas discutidas pelo grupo técnico, que é composto por representantes do todos os agentes do setor, prevaleceu a que propunha um modelo econômico baseado no Price Cap, que leva em consideração um índice de variação de custos que contempla eventos imprevistos, um fator de produtividade e um fator de qualidade.

Em conformidade com esse novo modelo, o índice de variação dos custos médico-hospitalares seria apurado com base nas despesas informadas pelas operadoras no DIOPS (documento de informações periódicas das operadoras), de natureza contábil.

Reavaliação

Depois de vários estudos, nos quais foi levado em consideração o agrupamento de operadoras por região geográfica, por porte e classificação, além de variáveis envolvendo despesas, receitas e percentual de rede própria, o grupo de trabalho chegou à conclusão de que é necessário construir uma série histórica mais alongada e robusta das informações das operadoras para que, então, seja possível reavaliar a evolução dos custos do setor.

Aprofundamento

De acordo com a ANS, a impossibilidade de implementação imediata do modelo Price Cap aponta para a necessidade de continuidade dos estudos e maturação das bases de dados, pelo menos por mais dois anos.

O grupo também concluiu que a regionalização dos reajustes, com base na atual metodologia (média dos reajustes dos planos coletivos), acarreta a elevada diferença entre regiões, onerando especialmente aquelas de menor poder aquisitivo, além de quebrar o princípio do pacto federativo, com risco de gerar desequilíbrios no setor.


Fonte: unidas.org.br

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